Na região de Prudente, homens lideram as vítimas fatais no trânsito

Os homens são os que mais morrem no trânsito. É o que mostram dados levantados junto ao Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito no Estado de São Paulo). Na 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, o sexo masculino responde por 112 óbitos causados por acidentes em 2017, quase quatro vezes mais do que o público feminino, que somou 31 vítimas fatais no mesmo período. Com relação a 2016, aumentou em 10,89% o número de homens que morreram em vias municipais ou rodovias da região, enquanto o total de mulheres que perderam a vida demonstrou um crescimento de 6,89%. Do total de vítimas registradas, três não tiveram o sexo disponibilizado. O balanço ainda revela que 77 dos homens e seis das mulheres estavam na direção dos veículos no momento da ocorrência.

Em relação ao município de Presidente Venceslau, no ano passado foram 5 óbitos no trânsito, três a mais que em 2016.

Para o instrutor de trânsito do Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), José Alexandre Vieira, isso ocorre porque os homens se sentem mais confiantes do que as mulheres na hora de conduzir um veículo, o que motiva a falta de prudência, o excesso de velocidade e a prática de manobras perigosas . Ele aponta que a idade também é um fator preponderante nesse sentido, considerando que os motoristas mais jovens se arriscam mais justamente por se sentirem “invencíveis”.

Em âmbito geral, a regional fechou 2017 com 146 mortes, 6,56% a mais do que no ano anterior, quando foram computadas 137 vítimas fatais. A causa mais comum das ocorrências é a colisão entre veículos, que totalizou 75 registros no ano passado, contra 64 em 2016, o equivalente a um crescimento de 17,18%. No entanto, a maior evolução incide sobre os atropelamentos, que avançaram de 18 para 31 no intervalo de tempo analisado, apontando uma alta de 72,22%. Em contrapartida, choques entre veículos sofreram queda de 38,09%, passando de 21 notificações em 2016 para 13 no ano passado. Ainda em 2017, mais sete vítimas não tiveram as causas da morte informadas, ao passo que 20 faleceram por outras circunstâncias.

Os dados dispostos foram observados em 45 municípios do oeste paulista, sendo que Presidente Prudente, em função de seu tamanho, lidera o ranking de acidentes em ambos os anos, passando de 23 óbitos para 29 no ano passado. Em 2016, o mês de março acumulou o maior número de notificações com 25 mortes. Já em 2017, os meses com mais registros foram março, maio, junho e julho, cada qual com 15 falecimentos.

As informações são do Jornal O Imparcial.

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