CART recomenda cuidado com a audição no trânsito

Atrás dos rios e do ar, a poluição sonora é a terceira causa que mais afeta o meio ambiente, responsável pela perda auditiva de 10% da população, conforme dados da OMS - Organização Mundial de Saúde. A CART – Concessionária Auto Raposo Tavares recomenda cuidados com a audição que pode ser prejudicada pela exposição excessiva a ruídos no trânsito e orienta como contribuir para minimizar o impacto do barulho nas vias.

Em ruas e rodovias de fluxo intenso, os ruídos podem atingir mais de  80 decibéis em horários de pico, de acordo com o departamento de neurofisiologia da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Em 70 dB, a pessoa está exposta a uma condição estressante e já sofre o risco de perda de audição a partir de 75 dB.

 A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego – Abramet recomenda algumas medidas como forma de reduzir o impacto da poluição sonora no trânsito. Uma delas é utilizar a buzina com moderação. Manter o carro com a manutenção em dia, checar borrachas e vidraria, ou se o motor está bem fixado, funcionando sem vibração excessiva, reduzem significativamente os níveis de ruídos no habitáculo do automóvel e influenciam também no ambiente externo.

Trocar a marcha na rotação certa evita acelerações bruscas e freadas em excesso. Tirar o pé do acelerador quando o sinal à frente estiver fechado, ou houver um congestionamento adiante, também economiza combustível, freios e pneus. “A perda auditiva influencia na qualidade de vida, limita a socialização devido a dificuldade que o indivíduo passa a ter na percepção da fala em situações comuns, como em um simples almoço em família. E isso comumente causa desconforto e irritação, desencadeando até mesmo quadros de estresse e ansiedade”, alerta Nivaldo Bautz, engenheiro de segurança da CART.

Prevenção
A Abramet alerta que 20% dos motoristas são portadores de perdas auditivas importantes e não sabem disso. A redução da audição pode chegar à surdez profunda e irreversível, que incapacita a atividade profissional no transporte, de acordo com a Resolução nº 267/2008 do CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Preveni-la é possível com avaliações rotineiras. O exame de audiometria permite visualizar o rebaixamento auditivo e, em eventual necessidade, agir no problema com ajuda de um otorrinolarigologista.

Embora a legislação de trânsito não permita o uso do EPI – Equipamento de Proteção Individual, o caminhão com a manutenção em dia produz menos barulho. É recomendável buscar a redução de ruídos observando vibrações, regulagem, amortecedores e suspensão. A buzina também deve ser usada com moderação.

Hipertensão
Outro quadro de saúde muito comum entre os motoristas e que pode também prejudicar a audição é a hipertensão arterial. Pesquisa mais recente da CNT – Confederação Nacional do Transporte que traça um panorama da saúde do caminhoneiro estima que 57% destes profissionais estão hipertensos.

Combinado com o ruído permanente a que estão expostos, a pressão alta age como acelerador da degeneração do aparelho auditivo, conforme apontou estudo realizado na Universidade Norte do Paraná. A explicação da perda auditiva em hipertensos é o rompimento de uma série de veias finas e muito frágeis que irrigam o aparelho auditivo provocado pela alta pressão sanguínea. O órgão então fica danificado e perde gradativamente sua capacidade.

“Cuidar da saúde é fundamental para o profissional das estradas, que fica por longos períodos sentado. Nas ações do Saúde e Cidadania e do Acorda Motorista que a CART desenvolve com usuários do Corredor Raposo Tavares, orientamos motoristas atendidos da importância de aliar uma alimentação saudável a prática de exercícios”, afirma Nivaldo.

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